Saúde Sexual

domingo, 1 de setembro de 2013

VALE TUDO ENTRE AS QUATRO PAREDES DO QUARTO?

VALE TUDO ENTRE AS QUATRO PAREDES DO QUARTO?

Esta é uma pergunta que assombra muitos cristãos. "Isso pode? Isso não pode? É permitido por Deus?". No geral, a religião acaba limitando a vida sexual do cristão, infelizmente, mas não podemos generalizar. Existem casais cristãos que vivem uma vida sexual livre e satisfatória, sem neura alguma, assim como também existem casais não cristãos que são completamente frustrados na cama. 

Creio que a religião teve uma influência muito negativa no decorrer da história no que diz respeito ao sexo. Muitas verdades Bíblicas foram (e ainda são) distorcidas, "neurotizando" aquilo que era pra ser prazeroso e natural. No passado, o sexo era visto como tabu, algo sujo, inclusive entre os casados, e a igreja (instituição) foi uma das grandes responsáveis por esta visão. 

Infelizmente muitos ainda pensam dessa forma, especialmente dentro das denominações mais radicais. São pessoas completamente limitadas na vida sexual. Vivem atormentadas pelo medo e pela culpa. Conheço casais que pedem perdão depois do sexo, algo que não tem fundamento Bíblico algum! Uma total falta de informação, quer dizer, excesso de informação distorcida! Mas como eu disse, não dá para generalizar. Muitos cristãos que realmente entenderam a grandeza do amor de Deus por nós através da vida e dos ensinamentos de Jesus, conseguem viver uma vida sexual plena e livre de culpa.

Recebo muitos e-mails de cristãos desesperados, com graves problemas na área sexual. O motivo? Não se fala sobre sexo abertamente dentro das igrejas (com raríssimas exceções). Então, aquilo que era visto como tabu no passado, vai passando de geração em geração.
 As pessoas não conseguem se libertar de questões muito simples, por medo de irem para o inferno. Além disso, se sofrem algum tipo de trauma ou abuso na infância (o que geralmente traz sérias consequências na vida adulta) não encontram espaço dentro da igreja para se abrir e buscar orientação, pois o medo de serem julgadas ou mal vistas é muito grande. Mas a partir do momento que você entende a mensagem de Cristo, que está focada no amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, tudo fica mais leve e natural.

Mas isso só acontece quando o cristão desliga o botão de automático, pára de balançar a cabeça para tudo o que é imposto como regra pela liderança da igreja e busca entender a vontade de Deus através da leitura Bíblica, especialmente dos Evangelhos (que tratam especificamente dos ensinamentos de Cristo). Os cristãos são chamados a raciocinar, isso é saudável e essencial! Infelizmente a grande massa cristã (católicos e protestantes) acaba indo na onda do movimento. 

Se o líder diz que fazer sexo de luz acesa é pecado, o povo grita aleluia e amém. Não se dá nem ao trabalho de conferir na Palavra se o argumento tem fundamento. Paulo fala na sua carta aos Romanos, no capítulo 13, que toda a lei de Deus se resume ao amor: "Pois estes mandamentos: "Não adulterarás", "não matarás", "não furtarás", "não cobiçarás", e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: "Ame o seu próximo como a si mesmo". O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei." Então, se houve amor sincero na sua atitude, inclusive durante o sexo, você cumpriu a lei. Simples assim.

Para os que ainda estão presos pelas amarras da religião, é muito difícil ter uma vida sexual plena e sem culpa. Vira neurose! E aí, a neura do irmãozinho acaba virando doutrina e regra para a vida da igreja. Não podemos fazer dos nossos gostos e desgostos pessoais regra para vida de ninguém. Se alguém se sente mal praticando sexo "x" com seu cônjuge, tudo bem, devemos respeitá-lo. Mas ele não deve impor isso como regra para a vida da comunidade. Por isso que existem tantos relacionamentos doentes dentro das igrejas. As dezenas de e-mails que recebo (inclusive de pastores e de esposas de pastores) não me deixam mentir! Pastores que proíbem o sexo "assim" ou "assado", mas vivem mergulhados na pornografia e masturbação, pois a vida sexual com sua esposa (que também está cheia de neuras) é uma grande frustração. Maridos que não sentem prazer algum em ver suas mulheres peludas e transam com elas pensando na vizinha depilada. Vivem apenas de aparência, uma grande hipocrisia!

O segredo para uma vida sexual saudável também está na conversa. Deve haver comunicação fluente nesta área. As vezes o que é prazeroso para o marido, não é nada prazeroso para esposa. O que causa grande prazer em uma mulher, pode causar repulsa na outra. Deve existir conversa franca e frequente, sempre em amor. A intimidade sexual é um aprendizado que dura a vida inteira. Ninguém deve se iludir pensando que vai entrar no casamento e experimentar o sexo dos sonhos. Isso só existe nos filmes! O casal deve ir se descobrindo aos poucos, e quando tiverem com 40 anos de casados, ainda vão estar se descobrindo!


Muitas denominações pregam que o prazer apenas por prazer é pecado. Não creio dessa forma. Se acreditamos que Deus nos formou por inteiro, então obviamente o clitóris, ou o ponto "G", também foram criados por Deus. O homem, ao ejacular, também sente prazer, e isso faz parte do plano de Deus na criação. Pois bem, pensando assim, podemos concluir que o sexo não foi feito somente para a procriação, mas também para o prazer. Se Deus não quisesse que o homem (a raça humana) sentisse prazer na relação sexual, teria nos criado de outra forma. Quem sabe teria programado nosso libido para funcionar uma vez ao ano, apenas na época de reprodução, rs. Então, sem sombra de dúvidas Deus se agrada do sexo entre marido e mulher e do prazer que ele proporciona. 

Paulo também aconselha, primeiro aos casados e depois aos solteiros: "Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio." e "Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo" (1 Coríntios 7:5,9). Estes versículos transmitem a clara informação de que é completamente aceitável sentir prazer no sexo, pois é algo fisiológico.
 Se Paulo diz que o cara deve casar para não ficar ardendo em desejo, é porque ele vai satisfazer esse desejo com a esposa, correto? Sem contar o livro de Cânticos, na Bíblia, que é uma ode ao sexo! Não tem como ter dúvidas. Como eu disse anteriormente, é só questão de raciocinar.

Creio também que o grande conflito nos relacionamentos é gerado pelo egoísmo, inclusive na área sexual: "Meu marido/esposa precisa me satisfazer sexualmente!" A pessoa não se preocupa em saber o que mais dá prazer ao cônjuge, se algum tipo de carinho ou movimento realmente o agrada, não espera o tempo dele, enfim. Imagine um casal onde os dois pensam dessa forma? Pela lógica, teríamos pelo menos um dos cônjuges frustrados na cama. Mas quando utilizamos a lei do amor, citada anteriormente, o pensamento muda: "Amo tanto meu esposo(a) que desejo satisfazê-lo(a) plenamente!" Se os dois agirem dessa forma, imagine que sexo maravilhoso terão? Ninguém busca o sexo para sofrer, é obvio, todos desejam o prazer, mas a raiz do problema está em buscar a própria satisfação exclusivamente, sem se preocupar com o prazer do outro.

Existe um  grande equívoco na interpretação do que Paulo escreve em sua primeira carta aos Coríntios: "O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher.

 Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio." Muitos homens utilizam esse texto para justificar atitudes abusivas na cama. Eles praticam um sexo egoísta, desprovido de amor, maltratam suas esposas física e emocionalmente e ainda justificam dizendo: "A Bíblia fala que seu corpo me pertence. Você tem a obrigação de me satisfazer!" Isso é uma interpretação maligna! É imprescindível analisar o contexto. Paulo está dizendo claramente sobre o perigo que há na privação sexual entre marido e mulher. Não é difícil de entender. Deixe seu marido sem sexo por muito tempo que rapidamente ele estará se deleitando em pensamentos eróticos, masturbação, pornografia e quando não, na prostituição. É algo fisiológico. Muitas mulheres também sentem dessa forma. E isso obviamente trará grandes conflitos para o relacionamento. Então, para evitar que aconteça, não se privem. Pronto, simples assim.
 Quando assumimos o compromisso do casamento, estamos nos comprometendo também em satisfazer nosso cônjuge na área sexual. O meu corpo será para ele e o dele para o meu, e isso não é ruim, muito pelo contrário!

"Mas afinal, o que é permitido dentro do sexo cristão?" Se formos seguir ao pé da letra o que muitas religiões ditam por aí, faremos apenas o sexo "papai e mamãe", de luz apagada e olhe lá! A partir do momento que entendemos o Evangelho, ou seja, o relato da vida e dos ensinamentos de Jesus, nos libertamos de muita coisa que a religião aprisiona. É realmente um sentimento de liberdade e vida nova! Amo meu esposo, ele me ama e dentro do nosso amor quem estabelece os limites somos nós. A única regra que obedecemos é aquela imposta por Jesus: o amor!

Jesus viveu e ensinou o amor. Se eu creio que o próprio Deus habita em mim, devo resplandecer este amor através dos meus atos e palavras, inclusive na área sexual. Sobre o sexo oral, por exemplo, não existe nenhuma passagem na Bíblia afirmando que você só pode colocar a boca há 5 centímetros de distância do órgão genital do seu cônjuge, passando disso entrou em área pecaminosa. Chega a ser cômico. Não existem órgãos mais pecaminosos que outros, pois Deus nos criou por inteiro! O único órgão do nosso corpo que tem o poder de nos fazer pecar é o coração, "pois é dele saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas sim tornam o homem ‘impuro’." Mt 15:19.

Jesus falou: "O que entra pela boca não torna o homem ‘impuro’; mas o que sai de sua boca, isto o torna ‘impuro’". Mt 15:11. Então, colocar a boca em alguma parte do corpo do cônjuge, ir ao motel, fazer canguru perneta ou utilizar adereços (lingeries, óleos de massagem, velas...) para apimentar a relação, só será pecado se o que vier de dentro for ruim, ou seja, se a intenção do coração for ruim. Se for prazeroso para ambos, feito em amor e dentro da aliança do casamento, não há com que se preocupar. Muitos alegam que o sexo oral ou anal podem trazer doenças, e que devemos cuidar do nosso corpo que é templo do Espírito Santo. Concordo, mas isso não se restringe ao sexo. O que dizer de uma pessoa que não pratica sexo oral/anal, mas vez ou outra exagera no refrigerante ou fast-food? Dá na mesma. Entendo que neste caso é questão de saúde, não de pecado. O perigoso mesmo é se preocupar demais com o exterior e acabar esquecendo do principal: o coração!

Também entendo que a mulher da pornografia, o homem nu da revista ou a terceira pessoa do menáge à trois, não fazem parte da minha união com meu esposo, por isso não têm espaço no nosso relacionamento. E se houver o desejo de algo novo, o segredo é conversar, priorizando sempre a aliança do casamento e o amor que sentimos um pelo outro. Se vai machucar, desrespeitar, humilhar ou causar algum tipo de desconforto, não rola. Vale para os dois lados.

"Mas Dani, o sexo é tão importante assim?" No geral, para o homem, o sexo frequente é essencial, assim como beber água. Já para a grande maioria das mulheres, não. Mas isso não é regra. Um casamento que tem problemas na área sexual acaba tendo nas outras. Um homem sem sexo há muito tempo ou esposas frustradas na cama, acabam recorrendo há outras ferramentas para satisfazer seus desejos. E isso traz problemas para as outras áreas do relacionamento. Digo que o sexo não é prioridade, mas é uma das pernas "da mesa". Se uma delas não estiver firme, a mesa tomba.

Concluindo, como saber se o que estamos fazendo está dentro da vontade de Deus? Convivendo com Ele, não tem outro jeito. E como conhecer a Deus? Ele se mostrou ao mundo através de Jesus. Foi como se estivesse dizendo: "Se eu fosse humano, seria assim!". Por isso Jesus disse: "Quem crê em mim, não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou". João 12:44-45. Não tem como dizer que conhece a Deus se não conhece a Cristo. Precisamos caminhar ao seu lado através da leitura Bíblica e oração constante. 

A leitura dos Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) deve ser prioridade na vida de um cristão, pois são um relato da vida de Jesus, desde o seu nascimento até sua morte. Todos os outros livros da Bíblia devem ser lidos a partir de Jesus e com base em seus ensinamentos. Ele é a chave hermenêutica da Bíblia! Fortalecendo o seu relacionamento com Deus, o Espírito Santo vai lhe dando sabedoria na caminhada para tratar de situações delicadas como o sexo. O seu entendimento vai se abrindo aos poucos e você vai se tornando uma pessoa livre em Deus! Livre de culpas, traumas e neuras.

Jesus foi um grande revolucionário! Escandalizou centenas de religiosos da época com a sua mensagem e continua escandalizando até hoje! Pois quando fala que está preocupado com o interior e não com o exterior, tira o poder das mãos humanas, e isso assusta os religiosos interessados no poder, pois eles só conseguem ter acesso ao exterior. Como sou uma seguidora de Jesus e proclamadora da sua mensagem, então é provável que esse texto escandalize muita gente. Acharia estranho é se isso não acontecesse... rs.



O QUE DEUS PENSA DO SEXO ORAL?

O QUE DEUS PENSA DO SEXO ORAL?

Como surgiram algumas dúvidas sobre o que foi escrito no texto "O que Deus pensa do sexo oral?, resolvi respondê-las através de um novo texto. Novamente vou falar com base na minha fé. Para isto, citarei dois textos que condenam o sexo oral e que foram extraídos de dois sites cristãos, em seguida, vou registrar o meu ponto de vista. Fique a vontade para concordar ou discordar. E viva a liberdade de expressão!


"Os olhos não podem fazer a função dos pés, nem os ouvidos a função dos joelhos. Se hoje é muito difícil aceitar e suportar a idéia de que o único caminho que DEUS deixou para que haja a relação sexual entre o homem e a mulher durante o casamento é pela via normal (penetração do pênis na vagina), foi porque satanás já se apossou da mente e da carne do casal, escravizando-as. 
Observe o que diz o livro de Romanos: “E como eles (homens e mulheres) não se importaram de ter conhecimento de Deus, Ele os entregou a um sentimento pervertido, para fazerem coisas inconvenientes.

 Estão cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade, inveja, homicídio, contenda, engano e malignidade. (...) Embora tenham conhecimento da justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam” (1:28, 29 e 32). A boca, além de ingerir alimentos materiais que dão sustentação ao nosso corpo, tem por função especial a de louvar a DEUS e a de falar da Sua Santa Palavra. E se a boca é o meio de ingestão de alimentos, o ânus de excreção de fezes. 
O marido que constrange a sua esposa para tal solicitação aberratória ou a esposa que insinua o marido para esse tipo de desejo sexual, um ao outro se deprava, e aos poucos vai colecionando maldição sobre a família e sobre o casamento. É imprescindível que o casal ore a DEUS antes de toda relação sexual, oferecendo-O os corpos para o Seu louvor e a Sua glória. A prática do sexo oral e anal entre casais é completamente abominável a DEUS, constituindo numa aberração da natureza humana, e entrou no meio da igreja cristã quando ela decidiu aderir a tal da modernização, fugindo dos exageros que antes cometera. Esse tipo de adaptação à modernidade é maligna e trouxe sérios prejuízos à igreja de DEUS aqui na terra. (maisjesus.net)


"O modo natural é o sexo vaginal. A vagina tem forma, dimensões e elasticidade próprias para o coito; tem inervação capaz de despertar na mulher, o desejo e o prazer sexuais. No casamento monogâmico, a vagina não oferece risco de contágio infeccioso; é a via natural para o início de uma gravidez. A boca e o ânus/reto, não apresentam inervação erótica; são fontes certas de infecção e não levam à gravidez. O sexo oral ou anal é egoísta porque, geralmente, só dá prazer ao homem. A Bíblia diz que é contra a natureza, contra a vontade de Deus. Não deve ser praticado, portanto. Estamos vivendo dias semelhantes aos de Sodoma e Gomorra. As fantasias e aberrações sexuais atingiram o seu apogeu. Essas alternativas sexuais são fruto do hedonismo, esta corrida louca em busca do prazer, tão características desta geração. Sexo oral, embora tenha seus defensores ou aqueles que são tolerantes, não é recomendável do ponto de vista da saúde. Os tecidos da cavidade bucal não têm condições de resistir à ação de microorganismos que tem o seu habitat no canal vaginal ou na uretra masculina. Este comportamento sexual tem facilitado a transmissão de enfermidades venéreas transportadas agora para a boca, laringe ou faringe. Dentistas têm encontrado abcessos nas gengivas provenientes de bactérias próprias do aparelho geniturinário. A boca não foi planejada por Deus senão para as finalidades que já conhecemos. As esposas infelizes, abusadas e desrespeitadas por seus maridos com estes aberrativos e bestializados instintos, são vítimas de herpes, além de outras infecções graves." (jesusvoltara.com.br)


Agora, o meu ponto de vista:


Bem, quando falamos em sexo oral, a primeira coisa que vem a mente da maioria das pessoas são as imagens repugnantes já vistas em revistas ou filmes pornográficas. É certo que não iremos, em nome da liberdade, fazer de tudo, mas se mantivermos o sexo numa relação de eterna monotonia, sem suas carícias, cairemos numa terrível decepção e frustração, achando que servimos a um Deus que proíbe tudo, até mesmo depois de estarmos casados. Quem ama a sua esposa ou esposo, acha nela ou nele a sua beleza, e jamais sentirá condenação em colocar a boca em qualquer parte do seu corpo, pois os dois já são uma só carne! A mulher não pode colocar a boca no pênis do marido, mas o marido pode se lambuzar nos seios da esposa... não entendo! Se não há base Bíblica para proibir o sexo oral, a afirmação e condenação do mesmo não se oriunda de falsos moralismos, achismos e falsas revelações, que ao invés de promoverem edificação só trazem confusões e intrigas?



Uma das desculpas dos que acham o sexo oral um pecado, é que a sua boca é para louvor e adoração ao Senhor, e não para “essas coisas”. Se a boca é somente para orar, louvar e pregar, não vai se alimentar mais? Realmente os nossos lábios são mesmo para louvor e adoração ao Senhor, assim como todo o nosso corpo! Se sexo oral é pecado e a Bíblia não menciona, o que dizer do beijo de língua? A Bíblia também não menciona! É pecado? Se essas pessoas alegam que a boca é para louvor e adoração, eles beijam a esposa na boca? Por que? Porque é permitido o beijo na boca (que também excita) e não é permitido o sexo oral? Se a boca é para pregar, orar e glorificar, e as mãos? Não são utilizadas para ungir? Para impor as mãos sobre os enfermos? Para orar pelos irmãos? Para abraçar os que precisam? A esposa não pode mais ser acariciada? A esposa não vai mais acariciar o seu esposo? Vão fazer sexo como dois animais, só encostando e pronto?


Como já foi dito no outro texto, sexo oral só é errado quando é egoísta. Se existe amor, carinho e a intenção de satisfazer o outro, não há problema algum. Em relação a seguinte frase: "O sexo oral é egoísta porque, geralmente só dá prazer ao homem". Desculpe, mas não posso concordar. A mulher também pode receber e sentir prazer com o sexo oral, tudo depende da disposição de amar do marido. Sobre as doenças, se o seu cônjuge for fiel não vai trazer doenças pra casa, concorda? E outra coisa, se um dos dois estiver infectado, pode não passar para a boca, mas vai acabar passando para o orgão genital. E se um dos cônjuges estiver com herpes na boca, vai transmitir ao outro ao beijá-lo, sem precisar fazer sexo oral. Enfim, este argumento de transmissão de doenças para provar que o sexo oral é pecado pra mim não tem fundamento. O sexo feito dentro do casamento, com amor e fidelidade, não traz problemas.


E sobre a questão de que o sexo só deve ser feito com a intenção de procriar, vou fazer algumas perguntas: O que fazer com um marido que a esposa está de repouso absoluto por causa de uma gravidez de risco? O que fazer com um homem cuja esposa sofreu um acidente e passou meses internada? O que fazer com um marido que foi privado do sexo convencional porque sua esposa está fazendo um tratamento prolongado por causa de uma doença venérea? Estes são apenas alguns exemplos dentre os milhares que existem. Os homens, desde a sua adolescência, produzem espermas diariamente, e a maneira que o corpo tem para fazer com que estes espermas sejam expelidos, é através do desejo de manter a relação sexual (por isso eles sentem muito mais necessidade de sexo do que nós, mulheres). E se ele é privado disso por algum motivo, vai expelir esperma por onde? Pelos olhos? Vai chorar esperma? De alguma maneira vão ter que sair! Se ele é um marido fiel, vai ter que se masturbar (pensando na esposa, claro!) ou a esposa, por amor, vai dar uma ajudinha através de carinhos. Não vejo isso como pecado! E não vou nem questionar o lado financeiro. Colocar um monte de filhos no mundo sem ter a condição de criá-los não tem cabimento algum.


Agora, sobre o versículo citado: “E como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, Ele os entregou a um sentimento pervertido, para fazerem coisas inconvenientes. Estão cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade, inveja, homicídio, contenda, engano e malignidade. Embora tenham conhecimento da justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam” (1:28, 29 e 32). Se alguém conseguir me provar que Paulo em algum momento neste texto falou do sexo oral feito como forma de carinho, com amor e respeito dentro do casamento, abro mão de tudo o que escrevi.


É importante dizer que o sexo oral deve ser usado como meio e não como fim. Assim como o beijo, ele é um carinho que excita para tornar o ato sexual mais intenso. Digo isto porque muito homens pedem o sexo oral, ejaculam e esquecem de suas esposas. Sexo oral deve ser apenas um carinho que faz parte preliminares, e não o sexo em si! E outra coisa, se o casal só consegue alcançar a plena satisfação sexual apenas com o sexo oral, é porque alguma coisa está errada. Sua satisfação plena deve estar no seu cônjuge! As carícias e afins, servem apenas para deixar melhor o que já é muito bom! Tipo a cereja do bolo, entende?


E por fim, se não houve amor e preocupação com o outro, com certeza não agradou a Deus. Com ou sem sexo oral.


Eu, Daniela, penso assim.




Alguns trechos foram extraídos do site: www.maisdedeus.net

O papel do sexo no casamento cristão

O papel do sexo no casamento cristão

O mundo moderno é enfeitiçado pelo sexo. Os programas de televisão, propagandas comerciais, internet, outdoors, e até mesmo livros escolares não se cansam de falar no assunto.
 No trabalho, são frequentes as piadas ou conversas que tratam do tema. Esse parece ser o tópico preferido do ser humano.
Homens e mulheres possuem visões diferentes a respeito do sexo. Para eles, o sexo representa o início de uma relação íntima mais profunda. Para elas, representa a conclusão da intimidade.

Em nossa época, falamos e ouvimos sobre sexo mais do que nossos pais e nossos avós. Porém, entendemos bem menos. Por quê? Porque não paramos para pensar sobre qual é o verdadeiro significado da relação sexual em nossa vida diária.
 Seja sincero: o que o sexo representa para você? Já havia pensado nisso antes? E mais importante ainda: qual é o propósito de Deus com o sexo? Deus nos fez criaturas sexuais, e por essa razão, é preciso entender qual o padrão de relacionamento íntimo foi designado por Ele, ao nos criar.
Entendendo o desvirtuamento do sexo
O sentido da sexualidade do casamento tem, com o tempo, perdido muito do seu propósito original. Algumas pessoas tendem a colocar a sexualidade como o ponto principal, a razão maior para o casamento. Outros buscam colocar a sexualidade num plano mais baixo, sendo necessário apenas para a reprodução.
 Entretanto, uma sexualidade saudável não é algo que simplesmente diz respeito apenas ao ato sexual.
Na Bíblia, em Gênesis 2:25, há um texto que diz: ?E ambos estavam nus, homem e sua mulher, e não se envergonhavam?. 

Refletindo sobre ele, podemos ver que quando o homem e a mulher foram criados, ambos estavam nus, e não se envergonhavam. Ambos estavam completamente expostos. Nenhum dos dois tinha nada a esconder da outra pessoa. Sua intimidade era tanta, que ambos se viam por completo, e não se envergonhavam. Não havia traumas, sofrimentos, tristezas, mágoas, nada. Eles não tinham qualquer parte um do outro que não entendiam. Estavam completamente ligados tanto emocional, quanto espiritual e intelectualmente. Tudo isso era representado pela ligação física.

Esse é o propósito de Deus para o sexo no casamento. É para ser um aspecto concreto que reflita um relacionamento de intimidade que ultrapasse a questão física. É para ser um elemento que lembre ao casal o quanto ambos estão próximos com respeito aos outros aspectos da vida. A intimidade física será satisfatória quando as intimidades sociais, intelectuais, emocionais e até espirituais estiverem de acordo. Por isso que quando um casal discute, ou quando um casal briga, não é possível para a maioria pensar em ter momentos de intimidade. 
As coisas precisam estar bem emocionalmente para que possam usufruir do prazer físico.
Entretanto, com a entrada do pecado, essa perfeita intimidade, essa perfeita união foi quebrada. E assim, começamos a ter vergonha, a querer nos esconder, e não sermos satisfeitos com a maneira que realmente somos. E assim vivemos até hoje.
O Sexo hoje
O problema é que com o passar do tempo, parece que o desejo sexual deixou de ser uma coisa envolvendo o relacionamento total com a outra pessoa, e passou a ser simplesmente uma satisfação de desejos físicos. Ao invés de ser uma representação da união total, passou a ser um fim em si mesmo. É por essa razão que hoje muito se fala sobre o sexo, mas sem contribuir para a felicidade do casal.
Em geral, as conversas sobre sexo são relatos factuais, ou mesmo clínicos, nos quais as pessoas se mostram cada vez mais fascinadas com o mecanismo da relação sexual. Os mais velhos não gostam de falar abertamente sobre a relação.

 Dão uma piscadinha de olho, falam por meio de metáforas, ou mesmo ao invés de citar as coisas, simplesmente se calam com vergonha. Já os mais novos, desenvolvem uma maneira de falar que demonstra ao mesmo tempo que se interessam, mas que nada entendem. Só que têm vergonha de perguntar a seus pais, e por isso, acabam tendo como fontes de informação seus colegas. E assim crescemos com respeito ao sexo. Apesar de vivermos numa sociedade sexualizada, pouco ou nada sabemos em realidade acerca do real propósito do sexo.
Quatro Verdades Bíblicas sobre o Sexo
Deus nos criou com o desejo sexual. Algumas pessoas pouco informadas chegam a pensar que o sexo foi o que fez Adão pecar. Mas não é isso. Deus criou o sexo para que ele completasse a felicidade no casamento.

Para alguns cristãos isso parece uma blasfêmia, por isso gostaria de apresentar aqui quatro argumentos baseados na Bíblia para comprovar isso que estou falando:
*Sexo expressa Amor. Não há palavra mais gasta e mais usada em nosso vocabulário que amor. Eu amo minha mãe, minha esposa, bolo de chocolate, e até minha roupa nova. Falamos tanto essa palavra, e em tantos contextos, que perdemos de vista o seu real sentido. Alguns até se referem ao sexo como ?fazer amor?, só que na prática mesmo, só querem receber.

 O sexo conforme Deus idealizou é um tipo de relação que traz segurança para o casal. Por quê? Porque no sexo que Deus idealizou, cada um está preocupado em dar prazer ao outro, e não simplesmente receber. Ouvi certa vez uma pessoa dizendo que não se preocupava com o fato da mulher não ter o mesmo prazer que ele na relação. ?Eu estou aqui. Se ela não conseguir, a culpa é dela?. O amor que deve realmente ser expressado na relação sexual é aquele que se preocupa com o bem estar da outra pessoa, que respeita os momentos em que ela ou ele não estão dispostos, e que também se preocupa com o antes e o depois. Toma tempo para preparar a outra pessoa, permite que o clima seja criado. E cuida de si também, se mantendo asseado(a), limpo(a), preparado(a) tanto física quanto emocionalmente.

*Sexo é Diálogo. O homem e a mulher são fisicamente atados um ao outro desde a criação. Deus criou a mulher da costela de Adão. E desde então, o homem tem nascido da mulher. Ambos estão intimamente relacionados; eles ficam incompletos um sem o outro. Por isso é besteira pensar que o casamento é simplesmente uma parceria entre duas pessoas independentes.
 O sexo demonstra de uma maneira física e literal que eles ainda são um. É como se fosse um diálogo físico. É uma maneira de participar completamente da vida da outra pessoa sem demonstrar medo ou egoísmo. Assim, na relação sexual, cada parceiro precisa estar sensível às necessidades da outra pessoa, pronto para responder, e paciente para deixar que a outra pessoa se expresse. E, se por acaso isso não acontece em seu relacionamento sexual, invista tempo, converse, dialogue e ore com seu cônjuge, e com o tempo Deus abençoará sua relação.

*Sexo traz Prazer. O mundo sem Deus nos faz pensar que o prazer é o único propósito do sexo. Não é. Só que parte da benção do sexo envolve prazer.
 E isso foi planejado por Deus. Podemos saber disso porque a mulher tem em seu corpo um órgão, denominado clitóris, cuja única função é dar prazer. Por que Deus colocaria isso no corpo feminino se ter prazer fosse um pecado? Outra maneira de percebermos isso é lermos o livro de Cantares de Salomão, no qual a relação entre marido e esposa é vividamente relatada por meio de expressões de prazer e satisfação (Ex. Cantares 1:7, 4:16; 6:3; 7:10).

*Sexo honra a Deus. Isso talvez seja a verdade mais difícil de se perceber. Muitas pessoas que têm uma visão de sexo mais profana, têm dificuldade de perceber que isso é parte da atitude de louvar a Deus. Podemos argumentar sobre isso citando o texto de I Coríntios 10:31: ?Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus?. Tudo o que fazemos: comer, beber, dormir, conversar com nossos amigos, os negócios, e até mesmo a relação sexual ? tudo deve ser feito de uma maneira que glorifique a Deus. E esse é o teste maior do seu amor por Deus. Será que Ele é honrado pela maneira como você e seu cônjuge se relacionam? Será que os anjos podem estar presentes, cuidando de vocês, durante seus momentos de intimidade?

Muitos manuais sobre sexualidade afirmam que os métodos são muito importantes para trazer prazer. Na perspectiva de Deus, e por Sua Palavra, percebemos que os motivos são tão importantes quanto a maneira que o sexo é feito. Se um homem ou uma mulher entram na relação sexual com motivos pervertidos ou egoístas, perdem um dos presentes mais maravilhosos dados por Deus. Eles O insultam.
Deus deseja fazer da intimidade física de seu casamento a concretização da união de vocês em todos os outros aspectos da vida. Não dá para considerá-lo separado das outras partes da vida a dois. Problemas em outra área da vida, terão reflexo na relação sexual. Mas, Deus está sempre pronto a nos conceder uma sexualidade plena se O permitirmos tomar conta de nossa vida.
Que Deus abençoe sua família,

Osmar Reis Junior e Bruna Mateus Rabelo dos Reis

Psicólogo do CEAFA e esposa

O Dever do Sexo no Casamento

O Dever do Sexo no Casamento

Rev. Angus Stewart

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

Sexo fora do casamento é pecado; todos os cristãos sabem isso, e os incrédulos também. Não ter sexo no casamento (sob as circunstâncias ordinárias) também é pecado; talvez nem todos estejam cientes disso. De acordo com I Coríntios 7:3-5, sexo no casamento é uma dívida. Negligenciar ou recusar fazer sexo com o seu cônjuge é roubo, uma quebra do oitavo mandamento: "Não furtarás."

A Bíblia tem coisas importantes para dizer sobre solteirismo, casamento e sexo. Dessa forma, a igreja deve ensinar esses assuntos, bem como as verdades da Santa Trindade, o fim dos tempos e a graça irresistível. A igreja ensina esses assuntos em sermões, salas de catecismo, aulas para noivos e (como agora) mediante escritos. Pais sábios também falam com seus filhos sobre essas questões, como fez Salomão com seu filho em Provérbios (e.g., Pv. 2:16-19; 5:3-23; 6:24-35; 7:6-27; 9:13-18).

Sem dúvida, a maneira, bem como o conteúdo, do ensino cristão sobre casamento e sexo é bem diferente daquela do mundo. Não objetivamos instigar ou excitar os santos, nem somos pudicos, simplesmente ignorando o assunto. Em vez disso, proclamamos o ensino bíblico sobre sexualidade com pureza e autoridade.

Jesus Cristo é Senhor, e isso significa que Ele é Senhor do casamento e do lar do casal também. Ele tem coisas a dizer aqui. Assim, nosso objetivo é a glória de Deus em Jesus Cristo e a edificação dos santos. Dentro dessa estrutura e com esse espírito, consideremos o dever do sexo no casamento.

I Coríntios 7 fala de marido e esposa dando a "devida benevolência" um ao outro. "O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido." "Devida benevolência" aqui não significa que marido e esposa devem mostrar um ao outro apenas bondade em geral. Considere o contexto. Um propósito do casamento é "evitar a fornicação" (2). No casamento, seu cônjuge tem autoridade sobre o seu corpo, especialmente no leito matrimonial (4). A "incontinência" no versículo 5 refere-se a falta de auto-controle sexual. Assim, "devida benevolência" em I Coríntios 7:3 refere-se especificamente à bondade devida ao cônjuge na relação sexual.

Essa "benevolência" sexual é "devida" ao seu cônjuge. É uma dívida, algo que você deve ao seu marido ou esposa. Não é meramente um favor que você faz caso seu cônjuge tenha sido bom. Obviamente alguns, por causa da idade avançada ou debilidade, etc., são incapazes de cumprir essa dívida, mas cônjuges cristãos normais devem pagar esse débito. Você está pagando esse débito ao seu marido ou esposa?

Pessoas casadas são donos das roupas e comidas que compram, e também da relação sexual com o seu cônjuge: "A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher" (4). Seu cônjuge tem autoridade sobre o seu corpo sexualmente falando; não você.

Alguns podem objetar que eles não se lembram de jurar entregar a autoridade dos seus corpos nos votos de casamento. Provavelmente isso não foi mencionado em tantas palavras, mas a natureza do casamento como uma união de "uma só carne" implica que seu cônjuge tem autoridade sobre o seu corpo sexualmente, e não você. Esse é um pensamento cristão sóbrio. Sem dúvida, isso reflete também o grande casamento que nossos casamentos devem refletir. A igreja, a noiva de Cristo, é dona do seu próprio corpo? Não, a noiva de Cristo está sob a posse e autoridade de Cristo, seu esposo.

Estamos agora numa posição mais adequada para analisar o pecado de um casamento sem sexo (assumindo que o sexo é fisicamente possível). É roubo não entregar o que é devido. É roubar o seu próximo mais chegado, a saber, o seu próprio cônjuge. É defraudar ele ou ela (5). Isso introduz a idéia de engano e fraude. O casamento, por definição, inclui dar-se ao seu cônjuge. Ao recusar se entregar sexualmente, como prometeu, você comete traição. Isso está fundamentado no egoísmo, o desejo de fazer o que quiser com o seu corpo e não o que o seu cônjuge quer. Esse egoísmo brota da incredulidade, a falta de fé na união vital e espiritual entre Cristo e a Sua igreja que o seu casamento e relação sexual deveriam retratar.

O pecado tem conseqüências. Deus julgará e castigará você por ele. Seu cônjuge será ferido, seriamente ferido. Recusar seus desejos sexuais é algo cruel. Ignorar ou ser indiferente para com ele ou ela é impiedade. Cristo não trata assim a Sua esposa! Seu cônjuge se sentirá insatisfeito, trapaceado e provavelmente se tornará (pecaminosamente) amargo e ressentido. Assim, seu casamento sofrerá. A intimidade física de todos os tipos se secará e você perderá a intimidade emocional e espiritual também.

Pecados maritais impendem as suas orações (I Pedro 3:7). As orações nas devoções em família se tornam difíceis; as orações ficam sem resposta. A leitura da Escritura também se torna um dever árduo. Eventualmente isso pode levar a devoções em família infreqüentes ou à completa negligência.

Nenhuma relação sexual no casamento também torna o seu cônjuge mais vulnerável ao pecado de adultério Lembre-se: um dos propósitos do casamento é evitar a fornicação (2; cf. Pv. 5:18-20). Satanás tem um interesse no seu leito matrimonial. Ele anda em derredor, "buscando a quem possa tragar" (I Pedro 5:8). Não vos defraudeis!

I Coríntios 7:3-5 ensina parte do chamado de maridos e esposas. Eles não devem permitir que se tornem sexualmente indiferentes para com seus cônjuges. Não há lugar para escusas mentirosas: "Estou com dor de cabeça". Isso não é uma licença para explorar ou abusar do seu cônjuge. Nem é um incentivo à tirania masculina. O marido é o cabeça que deve "alimentar" e "sustentar" a sua esposa (Ef. 5:29). I Coríntios 7:3-4 enfatiza a igualdade entre marido e mulher: o marido deve dar a "devida benevolência" à sua esposa, e "igualmente" a esposa ao seu marido (3), e o marido tem autoridade sobre o corpo da sua esposa, "também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher" (4). Assim, no sexo – como em todas as coisas, exceto no pecado—o marido e a esposa cristãos devem procurar agradar um ao outro, e não a si mesmos, pois o amor "não busca os seus interesses" (I Co. 13:5).

Qual então é o papel do sexo no casamento? Primeiro, sexo não é a única coisa no casamento. Êxodo 21:10, uma lei regulando (embora não requerendo ou aceitando) a poligamia, declara: "Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento desta, nem o seu vestido, nem a sua obrigação marital." A "obrigação marital" (Ex. 21:10) é a "devida benevolência" (I Co. 7:3), ou relação sexual. Providenciar comida e roupa para a esposa também é mencionado. (Incidentalmente, por que jovens cristãos estão namorando ou noivando, se não estão numa posição de sustentar uma esposa, mesmo num futuro previsto?) Ainda mais fundamental, os maridos devem amar suas esposas e as esposas devem se submeter aos seus maridos (Ef. 5:22-33). Além do mais, os maridos devem governar suas esposas em amor e elas devem ser auxiliadoras de seus maridos (Ef. 5:22-33; Gn. 2:20s.). Isso envolve 101 deveres de um para com o outro.

Segundo, o sexo não é a principal coisa no casamento. A coisa principal é o relacionamento pactual no Senhor (Ml. 2:14). Aqueles que fazem do sexo a coisa principal no casamento ficarão dolorosamente desapontados.

Terceiro, sexo não é a base para o casamento. A verdade da Palavra de Deus é o fundamento do casamento cristão. A amizade pactual de um pelo outro é baseada sobre essa unidade na doutrina da Palavra de Deus em Cristo.

Onde então o sexo entra no casamento? Primeiro, deve haver o amor de Deus em seu coração por seu cônjuge. Fluindo desse amor, e como uma expressão desse amor, está a bênção da relação sexual. Assim, embora o sexo no casamento seja um chamado e um dever, ele é mais que um dever. É uma coisa alegre e prazerosa, deliberada e natural, uma expressão de amor mútuo e um retrato da união de Cristo com a Sua noiva, a igreja.

Há uma exceção ao dever do sexo no casamento (além daquele da impossibilidade física) se três condições forem satisfeitas. Primeiro, deve ser "por consentimento mútuo" (I Co. 7:5)—não uma decisão unilateral do marido ou da esposa, mas de ambos. Segundo, deve ser "por algum tempo" (5)—não para o resto de suas vidas, ou por anos, mas por um período específico. Mais tarde eles devem se "ajuntar outra vez" sexualmente (5). Terceiro, a abstinência sexual deve ser "para vos aplicardes ao jejum e à oração" (5)—não porque eles simplesmente estavam com vontade. Deus colocou certo peso em seus corações, de forma que os prazeres de comer e ter sexo são postos de lado por um tempo, para que possam se focar melhor em buscar a Deus. Todas as três condições devem ser satisfeitas—consentimento mútuo, curta duração e propósito religioso (para oração e jejum)—para um período de abstinência sexual. Onde todas as três condições não são satisfeitas, a "devida benevolência" da relação sexual permanece.

I Coríntios 7:3-5 contém várias lições vitais. Primeiro, a relação sexual é a regra no casamento (e a exceção é rara e curta). Segundo, Maria não foi uma virgem perpétua. O Concílio de Trento de Roma lançou um anátema sobre todos aqueles que negassem que Maria jamais teve relação sexual com o seu marido, José, após o nascimento de Cristo, mas Deus requer que as esposas dêem a "devida benevolência" aos seus maridos (3-5). Terceiro, a passagem assume que um casal cristão pode escolher jejuar e orar juntos. Você alguma vez já desistiu de comida e sexo, para buscar a face de Deus com maior fervor? Quarto, não há nada vergonhoso ou impuro numa relação sexual. Aparentemente, alguns em Corinto enalteciam a virgindade até o céu e/ou exigiam o celibato no casamento, visto que a relação sexual era vista como de certo modo questionável em santidade ou pureza. "Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula" (Hb. 13:4). Essa visão deturpada sobre casamento e sexo não é encontrada apenas no Romanismo. John Wesley ensinou a superioridade da virgindade ao casamento, e em geral aconselhava contra o casamento. Ele foi irremediavelmente influenciado por sua leitura dos pais da igreja primitiva e de autores católico-romanos (que lançam dúvidas sobre a bondade do casamento e do sexo). Mesmo quando Wesley se casou, ele mostrou um mau exemplo, pois, em geral, negligenciava sua esposa e o relacionamento deles era "distante e infeliz" (Stephen Tomkins, John Wesley, p. 167). Quinto, I Coríntios 7 implica que marido e esposa falam sobre assuntos sexuais juntos, pois entram em "consentimento" para se abster por um tempo por razões religiosas (5). Em geral, os maridos e esposas cristãos devem procurar agradar um ao outro, e viver sob o senhorio de Cristo no casamento e no sexo.

Fonte: The Duty of Sex in Marriage


1E-mail para contato: felipe@monergismo.com. Traduzido em setembro/2008.

Melhor é serem dois do que um



'Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho: se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão. Mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se quebra tão depressa' (Eclesiastes 4: 9-12).

O texto que abre a nossa reflexão foi escrito por Salomão, filho do rei Davi, e que foi considerado o homem mais sábio de todos os tempos. A passagem serve-nos de exemplo, quando vemos Salomão nos falar de um relacionamento consistente entre duas pessoas, com alvos e propósitos definidos. Mas quando olho para o texto me pergunto: por que ele não é realidade na vida de muitos casais? O que estamos presenciando em nossos dias é, infelizmente, o oposto dessas palavras proferidas por Salomão.

Veja bem que o texto eclesiástico mostra ao homem a importância que tem o casamento em sua vida: “melhor é serem dois do que um”. O valor do matrimônio e a constituição de uma nova família estão expressos em todas as letras e devem ser o alvo primeiro de todo cristão. E por quê? Porque juntos resistirão aos dias maus, às gigantescas ondas que se alevantam, às tempestades horrendas e à solidão. Porém é impressionante como, mesmo depois de casados, muitos casais vivem solitários dentro de um mesmo universo e passam, individualmente, a querer lutar contra os obstáculos do dia-a-dia e a buscar os seus próprios interesses.

As casas de muitos casais se tornaram como as grandes metrópoles brasileiras: povoadas, porém, focos de grande solidão. São pessoas que vivem debaixo do mesmo teto, fazem as suas refeições juntas, dormem lado a lado na mesma cama, fazem sexo quase que diariamente, caminham de mãos dadas, entretanto, mantêm uma distância emocional, espiritual e íntima enormes. Conversam, mas não se comunicam. Moram juntas, mas ainda não constituíram o verdadeiro lar. E esse paradoxo tem refletido negativamente na vida de muitos solteiros, que dizem: “se muitos casados vivem solitários, então é melhor me sentir solitário sozinho”. Alguém já escreveu que a pior solidão é a que se manifesta entre duas pessoas.

Creio, como conselheiro familiar, que o casamento foi o antídoto criado por DEUS para combater a solidão: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda” (Gênesis 2:18). O objetivo de DEUS, como vimos, é não tornar o homem solitário. Então vamos aqui levantar alguns fatores porque isso acontece em muitos casamentos hoje em dia e, também, “receitar alguns remédios” para combater esse vírus, que tem destruído casamentos.

1) Idéia errada de casamento – muitas pessoas nutrem o desejo de se casar, crendo, infelizmente, que o casamento é uma etapa da vida isenta de tribulações e dificuldades. Quando eu era menor ouvia muito dizer que “casar é viver um mar de rosas”. Essa ideia equivocada de casamento é frustrada quando fortes obstáculos surgem na vida do casal, o qual, por não ter construído antes uma base conceitual real do matrimônio, logo deseja “pendurar as chuteiras”. Observe o versículo: “as muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afogá-lo (...)” (Cantares 8:7). “Não poderiam...”, ou seja, podem, sim, abalar o amor. A responsável por oferecer essa base aos jovens namorados e noivos é a própria igreja, o ministério de família. Mas, infelizmente, em muitas denominações o tema família está em segundo e terceiro planos, ofuscando a importância do tema para a vida espiritual do cristão. Casamento, consciente das dificuldades e do interesse de um ajudar o outro, é maravilhoso; mas não é um mar de rosas. Os noivos precisam ser bem preparados com relação ao que vão enfrentar adiante; antes de tomarem uma decisão que será única em suas vidas. Precisam saber, por exemplo, que casamento não é apenas energia sexual depositada e que só a morte pode destituí-lo. Muitos querem se casar achando que, se não der certo, poderão buscar o caminho da separação e do divórcio como alternativa, e se casarem de novo com outra pessoa. Um casamento pressupõe agora compromisso com as coisas do mundo. Por essa razão, o apóstolo Paulo escreveu: “de sorte que o que a dá em casamento faz bem, mas o que não a dá em casamento faz melhor ainda” (1 Coríntios 7:38). Costumo dizer que o casamento é a fase da vida mais bombardeada pelo diabo. Destruir as famílias é a meta primeira do inimigo de nossas almas. Quando ele quebra o alicerce familiar, toda uma estrutura vem abaixo, afetando pais, filhos, sociedade, igreja e gerações. Certa vez ao participar de um noivado, eu perguntei aos noivos: “hoje a referência espiritual que um tem do outro é a melhor possível. Mas os dois estão preparados para, por exemplo, suportarem a infidelidade conjugal durante o casamento?” Eu não quis levar uma ideia pessimista do matrimônio. Ao contrário, meu objetivo foi despertá-los para uma possível realidade.

2) O casal desconhece o papel de cada um no contexto familiar – como disse anteriormente, depois de casados, e depois da lua-de-mel, e depois dos primeiros meses, aí vem a realidade de uma maneira mais clara e decisiva sob as vistas, meio frustradas, do homem e da mulher. Cada qual procura resolver do seu jeito os problemas que vão surgindo. Algumas vezes até conseguem. Na maioria, entretanto, esses problemas vão se tornando uma “bola de neve” e se juntando a outros grandes problemas. As responsabilidades na vida do marido e da esposa se misturam. Um termina, inconscientemente, assumindo o papel do outro. E para não querer apresentar à igreja uma imagem de derrotados; de que o casamento fracassou, simplesmente se isolam em suas torres de marfim. São casados; são felizes, apenas na aparência. É uma vida de casados de hipocrisia, que, com certeza, não conseguirá ir muito longe. A Bíblia diz claramente que a esposa é a ajudadora do marido, e que este é o cabeça do lar, aquele que responde sabiamente pelas decisões finais. DEUS não casa pessoas e os entrega ao relento. DEUS é Pai zeloso: une e mostra todos os caminhos para a felicidade. Durante o casamento as duas principais ordenanças de DEUS são rompidas: a mulher em ser submissa ao seu marido; e o marido em amar a esposa como Cristo amou a sua igreja. Quebradas essas ordenanças, o casal parece não mais falar a mesma língua, vivem como adversários ou inimigos dentro de uma casa. Recordo-me de uma esposa que tudo que ia fazer em prol do casal perguntava ao marido antes se podia fazer. Ele, por outro lado, tratava-a como princesa. Essa união passou a ser referência na sociedade e se refletiu nos casamentos dos filhos. Cada qual se espelhou em seus pais, sabia bem o que deveria fazer, as responsabilidades de um e de outro, o respeito à Palavra de DEUS. O contrário dessa família também é verdade. Pais que não leem e não cumprem os conselhos de DEUS provavelmente sucumbirão ao fracasso e constituirão gerações também fracassadas.

3) A dificuldade de conviver com as necessidades do outro – cada pessoa possui necessidades emocionais, pessoais (profissionais, sexuais etc.) e espirituais. Mas DEUS planejou para que todas essas necessidades fossem supridas dentro de um contexto familiar. Quando um casal resolve se casar, dificilmente, pensa nas necessidades um do outro, ainda menos, em como supri-las, resultando numa infidelidade. Então, surge, na história do casal, uma “terceira pessoa”, que não necessariamente é um homem ou uma mulher, mas a busca incessante por um projeto pessoal, uma carreira, um sonho etc. Ambos começam a lutar pelos seus sonhos de maneira individual, egoísta, e se afastam imperceptivelmente do sentido da unidade familiar. Muitos dos casos que tenho recebido em palestras e em atendimentos se referem à área sexual. Mas também já vi até filhos se tornarem o motivo desse distanciamento. Alguns vínculos precisam ser construídos durante o casamento: vínculo do respeito, da confiança, do amor e da intimidade. Se algum desses vínculos foi quebrado, precisa urgentemente ser refeito. Não é verdade que, quando se quebra uma vez o vínculo da confiança, é impossível tê-lo outra vez. Com um pouco de esforço, interesse e determinação, é possível, sim, confiar outra vez. A humildade é o ponto de partida disso. Se você ainda tem a possibilidade de refazer os vínculos com o seu cônjuge, não perca mais tempo. Chame-o para uma conversa, seja amável, humilde, diga que está disposta ou disposto em construir uma nova história, deixando as coisas erradas do passado para trás, antes que os problemas se tornem maiores e resultem em uma separação.

Bem, levantei apenas alguns fatores. Vejamos agora alguns conselhos:
1) Nunca perca o sentido da unidade familiar. Embora seja natural que cada um tenha os seus próprios sonhos, mas estes não podem ser um fator desagregador do casal. Eles devem ser partilhados e correspondidos mutuamente;

2)O casal deve participar sempre que puder de congressos e encontros destinados à família. É uma maneira de reciclar, de inovar. A leitura de bons livros da área também ajuda bastante. Deve também passear, viajar, estar juntos em outras circunstâncias.

3)Pense que sempre há solução para os problemas. Algumas vezes as dificuldades se tornam eternas porque não sabemos como lidar com elas. Então, aqui, deixo como alternativas o diálogo, a cumplicidade, a dedicação, a paciência, a amizade e, enfim, o maior de todos, o verdadeiro Amor.

Muitas pessoas dizem que a família é a prioridade maior de suas vidas, mas quando olho para as suas agendas, vejo o quanto isso não é verdade. Há tempo e espaço para tudo, menos para o essencial. Muitos estão correndo atrás do sucesso financeiro e estão com sua família à beira do abismo. A vida familiar tornou-se uma rotina; e DEUS Aquele a quem se busca esporadicamente nos cultos aos domingos, quando se vai. É por isso que o maior companheiro não é o outro, mas a solidão. Sem DEUS o casal não pode chegar a lugar algum. Daí a razão de, no texto de abertura de nosso estudo, o autor falar em um cordão de três dobras, ou seja, a presença de JESUS na vida do casal. A terceira dobra é JESUS solidificando a relação a três. Onde JESUS está não há cordão que se arrebente nem lar que viva em solidão. Ainda que o casal tenha toda a instrução da ciência; dos homens; sem JESUS de nada adianta. Veja o que escreveu o apóstolo Paulo: “Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13). Que DEUS nos abençoe!

Autor: Fernando César T. Alves

Fonte: www.estudosgospel.com.br

E o fetiche? Como pode interferir na vida sexual do casal?

E o fetiche? Como pode interferir na vida sexual do casal?
Será um desvio, um comportamento anormal ou até pecaminoso?

Fetichismo, na psicanálise, significa “desvio do interesse sexual para algumas partes do corpo do parceiro, para alguma função fisiológica ou para peças do vestuário, adorno” (“Dicionário Houaiss”).

O termo começou a ser usado com essa conotação a partir dos estudos de Freud, pois, originalmente, a palavra vem de “feitiço” e designava um objeto a que se prestava algum tipo de culto, ou possuidor de poderes mágicos. O psiquiatra Albert Zeitouni, baseado na teoria freudiana, esclarece que “a criança, ao perceber que a mãe não possui um pênis, recusa-se a aceitar essa realidade porque acredita que o seu órgão masculino também poderá ser perdido, então cria um substituto para o pênis da mãe, que é o fetiche”. Segundo ele, o fetiche se estabelece como um estímulo sexual durante a infância, e quando o homem torna-se adulto não o abandona em troca da pessoa total, pois o fetichista acredita que precisa daquele objeto ou parte do corpo feminino para conseguir a ereção.

Os tipos de fetiches mais comuns são os relacionados às partes do corpo da mulher, como pés, unhas, mãos, além dos objetos femininos, como meias, sapatos de salto alto, “lingeries”. Na prática sadomasoquista – aquela que envolve a dominação de um dos parceiros – são utilizadas roupas e objetos de couro, além de chicotes. A psicóloga Márcia Bittar Nehemy, especialista em Sexualidade, realiza terapia de apoio e diz que a psicologia considera que todas as pessoas são fetichistas em algum grau, mas muitos não conseguem obter prazer sexual sem o seu fetiche.

O evangelista da Assembléia de Deus João Luiz Paim da Silva, estudioso do assunto, garante: “O fetiche moderno, que muitos julgam inofensivo, é uma porta aberta para o diabo”. Como exemplo, cita o fetiche por pés e pergunta: “Como será se o homem que gosta de pés encontrar e desejar outro pé, que não o da esposa, pela rua, e começar a segui-lo? Certamente, logo virá o adultério.” Pastor da Igreja Batista Nacional, Disney Macedo acredita que os fetiches que não desrespeitam a relação do casal podem fazer parte da vida íntima dos cristãos. Isso se houver um acordo entre eles, sem, no entanto, incluir o sadomasoquismo. Nessa perspectiva, o homem tem de ter domínio próprio e, por isso, pode utilizar um fetiche, mas nunca ser dominado por ele.

Quando atinge níveis patológicos, causando constrangimentos, o fetiche é visto como um problema. Outras vezes, pode “apimentar” a relação entre o casal, embora muitos cristãos considerem qualquer coisa ligada à sexualidade como pecado e não como algo prazeroso. A sociedade explora cada vez mais o fetichismo, mas o que acontecerá se as pessoas não amarem mais umas às outras em sua totalidade, pela sua beleza física, mental, intelectual e caráter, mas, sim, desejando apenas uma de suas partes ou um de seus objetos de uso pessoal? Esse questionamento é feito por Maria Andrade, 40 anos, que teve um marido fetichista. “Ele não me via como mulher. Eu era apenas um pé e, para agradá-lo, acabei ficando obsessiva em cuidar dessa parte do meu corpo.” Hoje, garante que minimizou bastante o problema, mas precisou passar por tratamento com um sexólogo.

Muitas pessoas usam, de fato, a criatividade para “apimentar” a relação a dois, com a inclusão de carícias, “lingeries” sensuais, mudança de posições, etc. Até mesmo os casais evangélicos são estimulados, em muitas denominações, a ousarem no sentido de dar prazer ao parceiro e demonstrar o carinho e o amor que um tem pelo outro. Assim, marido e mulher são legitimamente motivados a erotizar a relação, isto é, investir em novidades.

ROTINA Sexual

CRISES NO CASAMENTO POR DESLEIXO, ROTINA E DETERIORAÇÃO DA VIDA CONJUGAL

Rafael Llano Cifuentes


O matrimônio deteriora-se quando não se renova, quando se permite que entre nos trilhos da rotina.

Há uma rotina indispensável e benéfica que nos permite cumprir com regularidade, constância e pontualidade os nossos deveres espirituais, familiares e profissionais. Esta rotina constrói uma estrutura de vida sólida, cria um comportamento homogêneo que nos ajuda a libertar-nos da espontaneidade meramente anárquica, dos caprichos emocionais dissolventes e perniciosos.

Mas existe uma outra rotina, a rotina mortífera, que deve ser afastada como a peste. É uma rotina que, pouco a pouco, como uma sanguessuga, vai dessangrando o con vívio conjugal. Todos os dias um pouco. Imperceptivelmente, endurece-nos, converte os nossos atos em algo mecânico, torna-nos autômatos, robôs sem vida, extingue o calor e a alegria de viver e de amar. Esta rotina provoca um desgaste progressivo na vida familiar, uma perda de energias, uma espécie de anemia vital que torna a existência cinzenta, anódina, incolor.

Lembro-me daquela música dos anos 60 cantada por Ronnie Von: "A mesma praça, os mesmos bancos, as mesmas flores, o mesmo jardim, tudo é igual, assim tão tris te..." Alguns poderiam queixar-se, de forma semelhante: "A mesma esposa, a mesma família, o mesmo trabalho, a mesma paisagem, a mesma "droga de sempre"... É tudo tão triste e cansativo..."
Talvez se consiga continuar caminhando mesmo assim. Externamente, o casal vai mantendo as aparências, como um móvel visitado pelo cupim, corroído por dentro. Por fora, nada se percebe, mas de repente tudo desmorona, os cenários desabam, as fachadas caem e aparece um panorama desolador: "Meu Deus, toda a minha vida, daqui para a frente, vai ser igual"... E entra-se numa espécie de letargia mortífera. Muitas infelicidades, muitas crises conjugais, muitas deserções são provocadas por esse fenômeno.

Quando na nossa vida diária não "contemplamos o amor", não renovamos o amor, caímos nessa rotina que mata. Os mesmos bancos, as mesmas flores, o mesmo jardim, a pesada monotonia do que é sempre igual, deve-se - como dizia ainda a canção - a que "não tenho você perto de mim". Quando o amor está ausente, tudo é tão triste...!
Você talvez já tenha passado por uma experiência parecida. Estava trabalhando numa tarefa extremamente enfadonha, repetitiva, rotineira... e pensava: "Tomara que termine logo"... De repente, alguém que você ama muito pôs-se ao seu lado e disse-lhe: "Deixe que lhe dê uma mão. Ao menos, deixe-me ficar com você até terminar"... E, naquele momento, você murmurou: "Tomara que não termine nunca!" As mesmas circunstâncias mudam substancialmente quando o amor está presente. A mesma família, a mesma esposa..., mas tudo é diferente porque se soube remoçar o amor: as pupilas, dilatadas pelo amor de Deus, pelo amor ao cônjuge e aos filhos, conseguem enxergar uma nova família, uma nova esposa, um novo trabalho todos os dias.

O poeta francês Lamartine passava horas a fio olhando sempre para o mesmo mar. Alguém lhe perguntou certa vez: "Mas não se cansa de olhar sempre a mesma vista?" - "Não - respondeu -; por que será que todos vêem o que eu vejo e ninguém enxerga o que eu enxergo?" A sua alma de poeta permitia-lhe ver realidades diferentes nas paisagens de sempre. A alma contemplativa que o amor nos confere dá-nos também essa acuidade espiritual que nos permite ver mundos novos por trás das aparências sempre iguais do monótono viver diário. Em contrapartida, quando não existe uma viva preocupação por renovar o amor como o fator mais importante da vida conjugal e familiar, aparecem esses matrimônios corroídos pela monotonia.

Lembro-me do Gilberto e da Cida. Acompanhei as suas vidas desde o início do casamento. Amavam-se muito. Gilberto, jovem advogado que achava lindíssima a sua "Cidinha", trabalhou muito e prosperou. Aconselhava-se espiritualmente comigo.

Depois de catorze anos de casamento, Gilberto disse-me um dia:
- O meu casamento entrou em crise. Morro de tédio e monotonia. Todos os dias, quando me levanto, vejo a Cida despenteada, sem se arrumar, horrorosa, com os pés enfiados nuns chinelos horríveis que não troca faz quinze anos, arrastando-se pelos corredores, cansada... Abro a porta do quarto e encontro as crianças, que já são adolescentes, discutindo, brigando... A minha casa parece um zoológico...
"Depois, chego ao escritório e encontro lá a Mônica, uma estagiária. O panorama muda da água para o vinho. Ela é encantadora. Acho que tem uma queda por mim... Aproxima-se, charmosa...: "O senhor parece cansado...; não quer que lhe traga uma aspirina com uma coca-cola?" E afasta-se com um andar cadenciado que me arrebata... Estou perdendo a cabeça... Em casa, sinto-me acorrentado... Tenho necessidade de libertar-me. Por que condenar-me à prisão de um amor que já morreu? O contraste entre a Mônica e a Cidinha é muito forte... Não sei, não... O que me aconselha?...

- Eu lhe daria quatro conselhos - respondi -, mas preciso antes que você me diga se está disposto a cumpri-los.
- Sempre aceitei e pratiquei os seus conselhos, e não é agora, neste momento crítico, que deixarei de segui-los! - O primeiro - prossegui -, é que mande embora a estagiária...
- Não! Isso não!!

- Prometeu seguir os meus conselhos... Ao menos, dê-lhe trinta dias de férias remuneradas...

- Isso sim, posso fazer...

- Em segundo lugar - acrescentei -, leve o seu filho mais velho à igreja em que você se casou, e, diante do altar e do sacrário onde você prometeu à Cida que a amaria até que a morte os separasse, diga ao seu filho que pensa trocar a mãe dele pela Mônica... Já imaginou o que lhe responderá esse seu filho, que lhe parece um "bicho do zoológico", mas que ama o pai mais do que tudo no mundo? Quer que lhe diga?: "Pai, esperaria qualquer coisa de você, menos que fizesse uma cachorrada dessas com a minha mãe"...

- O senhor está sendo duro demais - retrucou o meu amigo.
- Não. Pense que estou apenas adiantando o que, muito provavelmente, lhe dirá o seu filho...
"Terceiro conselho: olhe a Cida com outros olhos, como a mãe dos seus filhos, como aquela que perdeu a juventude e a beleza ao seu lado, que já fez o papel de enfermei ra - quantos remédios ela já não lhe levou à cama! -, mãe e companheira amorosa; e, especialmente, recomendo que aprofunde mais na sua vida espiritual, que está muito desleixada: daí tirará forças. E, por último, antes de ter essa conversa com o seu filho, espere que eu fale com a Cida... Diga-lhe que marque uma hora comigo...

Veio a Cida, toda inocente, desarrumada, despenteada:
- Cida, por favor, arrume a "fachada" e... compre outros chinelos!

A Cida era inteligente. Foi ao cabeleireiro, comprou roupas novas, uns chinelos novos, tornou-se mais carinhosa com o Gilberto, preparou as "comidinhas" de que ele gostava... e terminou "reconquistando" o marido.

Quando a Mônica voltou de férias, o Gilberto dispensou-a sumariamente.

Hoje, Gilberto e Cida são muitos felizes. O filho mais velho formou-se em Engenharia. Nem suspeita de nada. Continua adorando o pai, como os demais irmãos. Mui tas vezes penso o que teria acontecido a essa família se o Gilberto se tivesse deixado enfeitiçar pelo canto da sereia.
É evidente que nem o marido nem a mulher devem permitir esse desgaste. A monotonia densa, pesada, que torna a vida uniforme, insípida, tediosa, insustentável, venenosa, reclama clamorosamente uma renovação.

Outra recordação que talvez seja útil. Um amigo veio-me fazer uma confidência sobre as "amarguras" do seu casamento:

- A Elizabeth está esquisita, anda queíxando-se continuamente de stress; sente-se abafada dentro de casa; diz que não tem horizontes...

- Mas ela era alegre, animada, esportista... Por que você não tem a coragem de perguntar-lhe à queima-roupa: "Que você gostaria de fazer um dia qualquer deste mês? Diga, por favor, rapidinho"...

Ele fez a experiência e ficou "bobo":
- Ela começou a pular e rir como uma criança... "Você fala a sério? Eu quero ir à praia de Búzios e comer uma suculenta peixada depois daquele banho de mar, no mes mo quiosque onde nós íamos namorar..." Quando eu concordei, rindo, foi como se o véu da desmotivação que cobria o seu rosto caísse por terra num instante. Fomos à praia, almoçamos como quando éramos namorados... e regamos a "peixada" com uma cerveja geladinha... O senhor quer saber de uma coisa? Ela não arreda pé ... Cada trinta dias me pergunta: "Vamos a Búzios?" Faz dois meses que não discutimos. Ela está muito bem disposta... parece que o cansaço acabou...
Renovar-se ou morrer, dizem os franceses; é preciso superar essa seqüência cinzenta de dias e semanas; é mister uma renovação de idéias, projetos e programas de vida, introduzindo em cada semana uma pequena novidade, um passeio, um jantar fora de casa, um "dia azul"... e a cada biênio um novo roteiro de férias, uma pequena reforma na casa; e, para as mulheres especialmente, uma renovação da fachada, do visual, do penteado..., esforçando-se por estar sempre atraentes, dentro de casa ainda mais do que fora, a fim de conquistar e reconquistar o seu marido todos os dias.
Mas o que é mesmo absolutamente necessário é o fortalecimento espiritual. Como já dissemos, é do fundo da alma que brotam, como de uma fonte, novas perspectivas de vida. O Espírito Santo permite, como diz a Sagrada Escritura, que a nossa juventude se renove corno a da águia! (SI 102, 5). Todo o amor genuíno, seja qual for a sua natureza, tem em Deus o seu fulcro e o seu término. Por isso, o problema da monotonia, do cansaço, do desgaste do amor conjugal encontra no amor de Deus o estopim da sua renovação: é o amor a Deus, vivido no meio dos afazeres diários, que dilata as nossas pupilas para que possamos, como Lamartine, encontrar no mar da família perspectivas novas, e no rosto do outro cônjuge os valores esquecidos.

Um caso que ilustra esta verdade. O marido - que já tinha passado dos sessenta, e ela idem - vinha-me dizendo havia anos que não suportava mais a mulher, que con viviam, mas trocavam poucas palavras, e que iam à Missa e faziam as suas orações cada um por sua conta. Mas ele sofria com esse seu modo de ser, pouco flexível em questões domésticas, e lutava por vencer-se. Um dia, porém, chegou com um largo sorriso: "Sabe? Desde há um mês, voltamos a rezar juntos, minha mulher e eu". Parece uma bobagem, mas esse gesto comum - rezar juntos - derrubou as barreiras. No início custou, mas pouco a pouco converteu-se no sinal mais claro e mais seguro da reversão de uma crise matrimonial que se vinha arrastando, surda e tristonha, havia décadas.

Adultério